Os ventos do carnaval não movem moinhos


Para ler sobre a primeira aparição de Fátima e Álvaro aqui no blog, clique aqui.
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| Camomila em um momento de autocuidado. |
| Sorvete e leitura. |
| Olhe o céu. |
| Tricota e tricota. |
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| Vai um cafezin'? |
| Amo demais! 💚 |
Veja os outros posts integrantes deste 6 on 6 em: Reticências, Sweet Luly, Inventando assunto, Camila por aí e Adriel Christian.
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| Museu do Ipiranga. |
Você pode conferir a lista completa das 101 coisas em 1001 dias clicando aqui. Se você quiser ver este post em formato de vídeo, acesse o Algumas Observações no YouTube.
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| O item 30 da lista é "Ir a 10 shows ou mais". Meta concluída com sucesso. |
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| Camomila e Poesia, as gatinhas da tarefa de check-up. |
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| Estátua romana do deus Janus. (Museu do Vaticano) |
| De uma tarde lendo no parque. 💚 |
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| Na foto, meus diários e dois dos meus livros publicados. |
Quando eu tinha 19, 20 anos e abri o blog, me comprometi — mesmo que sem essa consciência toda — com o viver uma vida artística. Crônicas, poemas, fotografias, viagens, shows, museus, livros e o que mais cruzasse o meu caminho. Tudo por estar em contato com a arte, seja produzindo, seja analisando-a criticamente, seja apenas curtindo. Lidar com a arte, de um modo geral, é um recomeçar eterno. Morrer e renascer nas ideias, nos sentimentos. Ao mesmo tempo em que a maturidade vai “sujando” as lentes do olhar para a vida — com seus conhecimentos e vivência acumuladas —, a arte se encarrega de dar um novo olhar para as coisas. Quando a arte é boa, a gente se diverte ao revisitá-la.
Onde há vida, há desejo. Onde há
desejo, há renascimento. Há essa esperança que faz com que sigamos na empreitada
de empurrar a pedra mesmo sabendo que — em algum ponto do caminho — ela rolará
ladeira abaixo de novo e de novo. Talvez o envelhecer traga esse toque de
fatalismo à vida. Mas, tão certo quanto a morte é o fato de que,
invariavelmente, recomeçamos e que a arte é um apoio nesse recomeço. Não há
outra opção.
Justamente por não haver opção,
erguemos a cabeça e saímos deixando tudo o que não dos serve mais: os
familiares e amigos tóxicos, o amor que nunca foi recíproco, o emprego que
sugava até o último resquício de alma, a moradia insalubre ou quaisquer outras
coisas que emperram a engrenagem do destino. Recomeçar é o nosso livre-arbítrio
posto em prática. A arte nos serve de espelho e nos inspira nisso.
Perdi as contas de quantas vezes tive que recalcular a rota e começar de novo. Ter um plano é ótimo, mas ter autoconhecimento suficiente para replanejar o que for preciso é melhor ainda. E se tiver arte envolvida nesse plano, temos o que é o mais próximo daquilo que considero perfeição.
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| Texto escrito a partir da proposta do Vivenciando a Escrita, cujo tema de janeiro de 2026 é recomeço. Para saber os outros temas e como participar, clique aqui. |
Fechei o ano conversando com uma amiga sobre a vida, os relacionamentos e a coragem. Muito se fala sobre a vida romântica e amorosa, mas esquece-se que o amor está por toda parte. Piegas, eu sei. Piegas, mas verdadeiro.
Dizia a ela que 2024 e 2025 foram
anos de reciprocidade. Foquei no que e em que eram recíprocos. Está junto,
estou junto. Não está junto? Bem, não posso forçar ninguém, mas também não
posso perder meu tempo e minha energia aceitando menos.
Sempre estive por inteira em
tudo: no trabalho, nas amizades, na família, nos amores. Intensidade faz parte
da minha essência, e todas as vezes em que tentei me diminuir para caber, para
não perder alguém, só saí sofrendo das situações. Teria sido mais fácil me
retirar ao sinal da primeira bandeira vermelha, mas eu sei que não desisto logo
de quem amo. Todo mundo tem os seus defeitos, e eu também não estou imune:
demorar para desistir é um deles que carrego.
De qualquer forma, há o
inegociável. Amadurecer é cada vez mais compreender onde a gente pode ser
flexível, qual é o nosso limite e aquilo que não tem negociação. Eu não sei ser
pequena; não sei estar meio aqui, meio lá; não sei amar pouco, ser pouco. Sou
grande e intensa e inteira. Esse é o meu inegociável.
Nem todo mundo sabe lidar com isso, e está tudo bem. Eu também não sei lidar com o afastamento, com a falta ou a má comunicação, com pessoas que não sabem dizer o que sentem ou que têm medo de assumir o que lhe habita o coração. É por isso que foco é fundamental. Por isso que eu foquei na reciprocidade ao longo dos últimos anos. Não adianta eu tentar viver algo que não sou ou tentar que pessoas vivam aquilo que elas não são. De novo, a vida (também) é isso e está tudo bem.
Voltando ao ano novo, em 2026, a
reciprocidade continuará em voga e trará junto consigo a coragem. Por muito
tempo, me vi como uma pessoa covarde, medrosa, vulnerável — até que percebi que
esse era mais um discurso que diziam sobre mim do que o que realmente sou. Aprendi
que falar sobre as vulnerabilidades (mesmo quando elas são desconfortáveis),
que ser sincera e inteira, que viver o que se deseja (não o que esperam de nós)
são justamente atos de coragem.
Quero ao meu lado os corajosos. Não
os inconsequentes, não os egoístas, não os sabidões que tudo acertam, mas os
corajosos no sentido etimológico da palavra: as pessoas que agem com o coração,
que comunicam, que vão com medo mesmo, que se abrem pra vida, que fazem não só o
que querem, mas também o que é preciso ser feito.
A última década me fez ver, sem
modéstia alguma, o meu valor. Eu conheço cada um dos meus defeitos, contudo também
sei o quanto eu sou comprometida com o quem faz parte dos meus dias e o quanto
eu sou grata a cada pessoa que faz parte da minha vida — elas são mais do que
rede de apoio, são o amor personificado. Sendo assim, não vou aceitar menos do
que mereço. Ao invés de focar em me lamentar pelo que não tenho ou por quem não
está mais aqui, vou dar o meu melhor para cada pessoa que se faz presente.
Reciprocidade corajosa multiplica o amor.
No trabalho, na família, na vida
romântica, nas amizades. Viver exige coragem.
E que Deus nos livre dos covardes. Amém!
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| 2025 não só foi complexo, mas também foi lindo! |
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| 2025 foi o ano em que eu dancei! Acima um pouco das minhas 2 apresentações de dança. |
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| Uma das minhas leituras preferidas deste ano. |
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| Alguns dos shows que assisti em 2025. Neste ano fui a muitos, mas quase não fiz fotos. Quis mesmo curtir o momento. :) |
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| Alguns dos espetáculos que vi. O Carvão ainda está rodando o país (você pode ter informações sobre a agenda no Instagram da @cia_sansacroma). Já o Tango e o Em pé na rede são permanentes (o tango, no Café Tortoni e o stand up, todo domingo no Clube Barbixas). |
Texto escrito e lido no amigo secreto do sarau das estações como presente para a escritora Veriana Ribeiro. Para saber quem me sorteou e qual texto tanto eu, quanto as demais autoras ganharam de presente, clique aqui.
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| Bolinhas que ganhei do chico que trabalha no quiosco ao lado do hotel em que me hospedei. |
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| Bolo que o hotel me deu de aniversário. (Já tinha comido metade, quando me lembrei de fazer a foto.) |
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| Nhoque no London City. |
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| Metade foi meu jantar de aniversário, outra metade, meu almoço no dia seguinte. Este é do Paulin. |
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| Este é do Café Paulin. |
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| Menu La Parolaccia. |
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| La panera rosa. |